Da Redação
A mobilidade urbana na capital federal caminha para um novo capítulo com o avanço do plano de expansão do Metrô-DF, com foco nas linhas de Samambaia e Ceilândia, além dos projetos de integração com o transporte público das cidades do Entorno. O plano do Governo do Distrito Federal (GDF) ganha contornos estratégicos ao tentar desafogar os principais eixos viários e reduzir o tempo de deslocamento da classe trabalhadora.
Mais do que uma resposta ao trânsito caótico das faixas exclusivas e das rodovias de ligação, a chegada de novos trilhos representa um forte vetor de desenvolvimento socioeconômico. Áreas historicamente adensadas e dependentes do transporte rodoviário passam a integrar o radar de forte valorização imobiliária, atraindo novos comércios, prestadores de serviços e investimentos privados para as regiões administrativas beneficiadas.
Especialistas em urbanismo ressaltam que o maior ganho da medida é a devolução de qualidade de vida ao cidadão. Estimar que o trabalhador que hoje gasta mais de duas horas em ônibus possa reduzir esse tempo pela metade significa mais tempo com a família e maior produtividade. O grande desafio do GDF agora, monitorado de perto pelo setor de infraestrutura, reside no cumprimento rigoroso dos cronogramas de licitação e execução para que as promessas não fiquem presas à burocracia.


