PL de Valparaíso é comandado por Lêda Borges e seu esposo Francisco Carvalho, opositores declarados do ex-presidente Jair Bolsonaro

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A legenda na cidade do Entorno do DF é presidida pelo ex-vereador, Coronel Antônio Ferreira. Contudo, quem dá as cartas é a tucana e sua trupe que votaram em Lula para presidente.

O Partido Liberal (PL) de Valparaíso de Goiás (GO), voltado às pautas conservadoras e de direita, está nas mãos de Francisco Carvalho, esposo da deputada federal Lêda Borges (PSDB) e de toda sua equipe que tenta confundir seu eleitorado, dizendo que está alinhada à direita. A parlamentar sempre apoiou as pautas da esquerda, desde as épocas de ex-prefeita, ex-deputada estadual e agora como deputada federal.


Já o PL comandou a presidência da República durante 4 anos (2019-2022) com a gestão de Jair Bolsonaro. A parlamentar teve um histórico de críticas ao ex-presidente, esse mesmo que agora tenta enganar seu público, afirmando estar junto. Ninguém muda uma posição política da noite para o dia, principalmente na maior polarização política vista no Brasil nos últimos tempos, que é Bolsonaro x Lula.
Os valparaisenses precisam lembrar algumas das falas de Lêda Borges contra Jair Bolsonaro.


A principal foi o voto de Lêda contra ceder o título de cidadão goiano a Bolsonaro. O fato ocorrido em 2019, quando ainda era deputada estadual, gerou muita polêmica. A tucana votou três vezes contra à matéria.


Segundo ela, não teve como votar favorável a um presidente que ‘retira direitos sociais do povo’. “Não estou aqui para atacar meus colegas. Meus motivos de oposição ao projeto são as questões sociais. O presidente retira R$ 5 bilhões da educação, retira da Funai sua autonomia e só prejudica os indígenas. Um presidente que segura um ministro da Educação incompetente por quatro meses, coloca agora outro igualmente ruim e que incentiva a guerra dentro e fora do Brasil não merece esse título”, disse na época. Para ela, Bolsonaro prefere “discutir ideologia em vez de cuidar das questões realmente importantes do país”. Mesmo com o voto contrário se Lêda, assim como fizeram Alysson Lima (PRB), Karlos Cabral (PDT), Antônio Gomide e Adriana Accorsi, ambos do PT, a matéria foi aprovada pelo plenário.


Em julho de 2019, Lêda voltou a criticar Bolsonaro. Desta vez, foi o decreto assinado pelo ex-presidente que modifica a regulamentação da Rede Integrada de Desenvolvimento do Entorno (Ride). “A medida é apenas burocrática e não traz melhorias à região. Não há nada de concreto, nenhuma benfeitoria à população do local. A comemoração da Ride é apenas uma forma de populismo” afirmou Lêda em uma publicação feita em página oficial do PSDB.


Em suas redes sociais, há diversos depoimentos fortes contra falas de Bolsonaro, provando que ela sempre foi contra suas ideias. Foram proferidas palavras como “estarrecida”, “aberração”, “absurdo”.


No evento de filiação do PL em Valparaíso de Goiás, ocorrido em novembro de 2023, na Câmara de Vereadores, Lêda marcou presença e tentou se destacar a todo instante. Não foi protagonista, mas tentou mudar seu discurso. No microfone da Câmara, ela citou que nem todos os presentes no local eram bolsonaristas (e com razão), e foi rebatida em seguida pelo senador Wilder Morais (PL), que disse que todos são bem-vindos. A verdade é que Lêda sempre foi contra Bolsonaro e adotava pautas voltadas à esquerda, tanto que o PSDB de Lêda apoiou Lula no 2º turno das eleições presidenciais em 2022 e não Bolsonaro.

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