Retrospectiva Cripto 2025: marcos regulatórios, avanços em stablecoins e tokenização reforçam a evolução dos ativos digitais
MB | Mercado Bitcoin destaca os principais momentos do ano, entre eles o avanço das stablecoins, crescimento da tokenização e a chegada das Bitcoin Treasury Companies ao país
São Paulo, 26 de dezembro de 2025 – O ano em que o bitcoin voltou a renovar recordes começou com força: logo em janeiro, no dia da posse de Donald Trump, a criptomoeda atingiu US$109 mil. O salto refletiu o clima de euforia que marcou o início de 2025, impulsionado pela aderência do presidente ao universo de ativos digitais. Mas os grandes momentos do setor não pararam por aí. Ao longo do ano, pautas regulatórias avançaram, a adoção de stablecoins e tokenização acelerou, as empresas de tesouraria em Bitcoin ganharam força e o avanço da adoção institucional foi potencializado.
Nsse contexto, o MB | Mercado Bitcoin, plataforma de ativos digitais líder na América Latina, destaca os acontecimentos que marcaram o ano para o segmento:
Um ano em que a regulação saiu do discurso e entrou em jogo
No campo regulatório, tanto os Estados Unidos quanto no Brasil importantes avanços ocorreram, impulsionando o mercado rumo a uma maior maturidade. Nos EUA foi aprovado o Genius Act, primeira estrutura legal clara e de grande porte voltada para as stablecoins na história do país. Através dela, o mercado norte-americano passou a contar com um padrão claro para as stablecoins, fomentando esse mercado e acabando com as incertezas jurídicas que afastavam players institucionais.
No Brasil, o Banco Central também anunciou sua regulamentação para o setor, um passo aguardado, já que o país é o quinto em adoção de criptoativos no mundo, segundo a Chainalysis. Além de atrair novos investimentos, a medida aumenta a segurança para o investidor e ajuda na integração de cripto ao mercado tradicional. “A proposta estabelece regras e processos definidos, incluindo quem pode operar, como deve fazê-lo e quais os padrões de governança a serem seguidos. São pontos que o Mercado Bitcoin seguia desde sua fundação, mas que nem todos os outros players aderiam”, destaca Rony Szuster, Head de Research do MB | Mercado Bitcoin.
Tokenização de ativos: do piloto à escala
Muito além das criptomoedas, a digitalização de ativos, que cresce ano após ano, mostrou definitivamente que deixou para trás a fase experimental e já está integrada ao sistema financeiro brasileiro. Segundo o Brazil Tokenization Report 2025, 70% das pessoas entrevistadas afirmam que o setor evoluiu em relação a 2024, impulsionado por casos reais e por uma infraestrutura mais sólida.
Na prática, é possível observar essa ascensão em novos entrantes: No Raio-X do Investidor de Ativos Digitais de 2025, o MB identificou um aumento de 12% no número de investidores que aplicavam em ativos tokenizados via Renda Fixa Digital, categoria que ao longo do ano entregou na plataforma uma média de 132% do CDI.
Stablecoins ultrapassam Visa e Mastercard enquanto o Brasil acompanha
Por outro lado, as stablecoins, já consolidadas no universo dos criptoativos, reforçaram sua relevância diante do mercado tradicional. Os tokens lastreados em moedas fiduciárias ultrapassaram US$311 bilhões em valor de mercado e processaram mais de US$28 trilhões em transações, um volume superior ao movimentado, somados, por Visa e Mastercard. No Brasil, o volume total de stablecoins negociadas triplicou no último ano, segundo dados do MB.
O forte crescimento do volume reflete a praticidade que a categoria oferece aos investidores. O especialista faz uma analogia: “É como se elas formassem uma grande rede de PIX global – composta pela blockchain – que permite ao investidor realizar transações 24 horas por dia, sete dias por semana, em poucos segundos e sem depender de janelas bancárias. No modelo tradicional, esse processo poderia levar dias e fazer com que o investidor ainda perdesse potenciais oportunidades, sem falar na burocracia envolvida”.
Tesourarias de Bitcoin desembarcam no Brasil
As chamadas Bitcoin Treasury Companies também ganharam espaço no debate do setor ao longo do ano, impulsionadas no Brasil pela criação da OranjeBTC, a primeira empresa listada no país com foco em bitcoin como lastro. O movimento trouxe ao país um modelo de operação que vem se expandindo globalmente, especialmente nos Estados Unidos, onde a Strategy detém a maior quantidade de bitcoins em caixa no mundo.
E o MB | Mercado Bitcoin aproveitou o marco para utilizar a tokenização de debêntures, antecipando o acesso de investidores à oferta inicial de ações da nova companhia listada. Embora a estratégia de Tesouraria em Bitcoin ainda esteja dando seus primeiros passos no Brasil, ela já nasce com a responsabilidade de aproximar o sistema financeiro tradicional da nova economia digital.
O ano em que o institucional chegou
O avanço do setor também fez com que investidores institucionais abraçassem as criptomoedas. Grandes companhias do mercado tradicional estão cada vez mais envolvidas no universo cripto. O Morgan Stanley, por exemplo, recomendou pela primeira vez, em 2025, a inclusão de ativos digitais no portfólio de seus clientes.
Além disso, a expansão dos ETFs lastreados em criptoativos tem atuado como um importante catalisador da entrada de investidores institucionais no mercado. Esse formato oferece às grandes instituições uma via de acesso ao ecossistema de cripto por meio de um instrumento de investimento tradicional e amplamente familiar. Não por acaso, ao final de 2025, os Estados Unidos aprovaram em larga escala ETFs de diversos criptoativos além de Bitcoin e Ethereum, reforçando o amadurecimento e o interesse institucional no movimento.
BTC e ETH impulsionam o ciclo de alta em 2025
Dentro dos recordes do ano, o Bitcoin se destaca por renovar sua máxima histórica em outubro, quando encostou nos US$126 mil. O Ethereum também rompeu uma barreira importante e registrou seu maior preço em quatro anos, superando US$4,9 mil pela primeira vez.
O Head de Research do MB | Mercado Bitcoin destaca que o segmento já apresentava maturidade e robustez, mas que 2025 serviu tanto para evidenciar essa solidez quanto para consolidar o potencial da indústria cripto, especialmente em países como o Brasil. Ele também projeta os movimentos para o próximo ano e afirma que uma das prioridades da plataforma será fortalecer um ecossistema totalmente integrado, no qual o usuário possa transitar com facilidade entre investimentos, banking e pagamentos. Na visão do especialista, esse caminho deve impulsionar a próxima grande onda de adoção cripto no país.

