Governadora quer apurar quem produziu, financiou e distribuiu o material; autoria e eventual ligação com adversários ainda dependem de investigação
A circulação de santinhos atribuídos à candidatura de Celina Leão (PP), mas com numeração diferente da oficial, provocou uma nova denúncia na disputa pelo Governo do Distrito Federal. Segundo informações divulgadas em 11 de outubro, os panfletos teriam sido distribuídos no Cruzeiro e exibiam o número 22, levantando suspeitas de uma tentativa de confundir eleitores no segundo turno.
Diante do episódio, a governadora e candidata à reeleição anunciou que pretende levar o caso à Polícia Federal. A apuração solicitada busca esclarecer a origem do material, identificar quem custeou sua impressão e descobrir os responsáveis pela distribuição. A intenção de induzir eleitores ao erro, assim como a autoria dos panfletos, ainda precisa ser comprovada.
O uso de uma numeração incorreta em propaganda atribuída a uma candidatura pode comprometer a identificação do candidato na urna. Por isso, a denúncia exige esclarecimento sobre as circunstâncias da produção e circulação dos santinhos. Até que os fatos sejam apurados, não é possível afirmar que houve uma operação organizada de sabotagem ou atribuir responsabilidade a determinado partido.
O caso ocorre após outra denúncia envolvendo cartazes ofensivos contra Celina em espaços públicos de Sobradinho. Naquele episódio, a Polícia Civil do Distrito Federal identificou 2 suspeitos de participação na colocação do material e iniciou a apuração de possíveis crimes de injúria eleitoral e dano ao patrimônio público. A governadora atribuiu os ataques ao PT, mas a legenda e a campanha de Leandro Grass negaram envolvimento.
Não há comprovação de que os cartazes e os santinhos tenham a mesma origem. O esclarecimento das denúncias será necessário para determinar eventuais responsabilidades e impedir que informações incorretas prejudiquem a escolha dos eleitores. Em meio à disputa pelo Palácio do Buriti, a identificação de quem produziu e distribuiu o material permanece como a principal questão a ser respondida pelas autoridades.


