Da Redação
Presidente da Corte indicou que pedido sob relatoria de Nunes Marques deve ser analisado pelo colegiado
O presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, indicou ao ministro Nunes Marques que o pedido de revisão criminal do ex-presidente Jair Bolsonaro deveria ser encaminhado ao plenário. A informação ganhou destaque na cobertura de 7 de outubro.
Nunes Marques é o relator do pedido apresentado pela defesa. Entre aliados de Bolsonaro, havia expectativa de uma decisão individual que pudesse determinar a soltura do ex-presidente.
Segundo informações divulgadas sobre o gabinete do relator, a análise do pedido de soltura deveria ocorrer após as eleições. A preocupação relatada era evitar que uma decisão durante o segundo turno fosse interpretada como interferência na disputa.
Nunes Marques sinalizou que não se oporia à avaliação pelo conjunto dos ministros. Entretanto, não havia esclarecido se deixaria de tomar alguma decisão individual antes do encaminhamento ao colegiado.
Até aquele momento, a sinalização sobre o plenário não representava revisão da condenação nem concessão de liberdade. O desfecho continuava dependente da tramitação do processo e da análise dos pedidos da defesa.



