Da Redação
Representação questiona uso de cotações de plataformas para indicar favoritismo de candidatos e solicita apuração de anúncios pagos
Quatro organizações de direitos humanos pediram ao Ministério Público Eleitoral uma investigação sobre a divulgação de cotações de apostas como se fossem pesquisas de intenção de voto. Os detalhes da iniciativa foram publicados em 29 de setembro, após o protocolo da representação no dia 24.
O pedido reúne Conectas, Sleeping Giants Brasil, Artigo 19 Brasil e Comissão Arns. As entidades afirmam que percentuais produzidos por mercados de previsão passaram a circular nas redes sociais como indicadores de favoritismo na disputa presidencial.
Segundo a representação, essas cotações resultam das expectativas e dos recursos dos participantes das plataformas. As organizações ressaltam que pesquisas eleitorais utilizam amostras da população e devem apresentar informações sobre metodologia, registro e financiamento.
As entidades solicitaram a apuração de eventual impulsionamento pago e da origem dos recursos empregados nas publicações. Também pediram que o Ministério Público avalie medidas contra conteúdos que apresentem apostas como pesquisas eleitorais. A representação contém pedidos de investigação, sem estabelecer, por si só, a comprovação das irregularidades apontadas.


