Fim do desconto de Itaipu pressionou o orçamento das famílias; alimentos e transportes também ficaram mais caros
A inflação brasileira voltou a acelerar em setembro. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), divulgado em 9 de outubro pelo IBGE, registrou alta de 0,82%, o maior resultado mensal desde março.
Com o avanço, a inflação acumulada em 12 meses chegou a 4,58%, acima do limite superior de 4,5% do intervalo da meta. Em agosto, o indicador anual estava em 4,22%.
A energia elétrica foi o principal fator de pressão. As contas subiram 7,98% após o encerramento do Bônus de Itaipu, desconto aplicado em agosto que havia reduzido o valor pago pelos consumidores.
Os transportes também contribuíram para o resultado, com aumento de 9,66% nas passagens aéreas e de 1,41% nos combustíveis. O grupo alimentação e bebidas apresentou alta de 0,83%, interrompendo uma sequência de 3 meses de queda.
Entre os alimentos, tomate, batata e cebola tiveram aumentos expressivos. A combinação de despesas maiores com alimentação, deslocamento e energia ampliou a pressão sobre os gastos essenciais das famílias.


