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Alexandre Padilha conduz iniciativa histórica do Estado brasileiro em defesa da vida de pacientes renais na República Bolivariana da Venezuela

Da Redação

Sob a direção imediata e a responsabilidade política do Ministro de Estado da Saúde, Alexandre Padilha, o Governo da República Federativa do Brasil deu execução a uma operação de envergadura inédita no campo da cooperação sanitária internacional, destinada a assegurar a continuidade do tratamento de hemodiálise a aproximadamente 16 mil cidadãos venezuelanos.

A medida consubstancia-se no envio urgente de 40 toneladas de insumos médico-hospitalares essenciais, compreendendo medicamentos e soluções fisiológicas, reunidos mediante articulação nacional que envolveu hospitais universitários federais e entidades filantrópicas integrantes da rede de atendimento do Sistema Único de Saúde – SUS.

A logística da operação tem como marco inicial o Aeroporto Internacional de Guarulhos, no Estado de São Paulo, de onde partirá aeronave de matrícula venezuelana incumbida do transporte do material. Tal iniciativa integra esforço mais amplo, coordenado pela Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), que já logrou reunir cerca de 300 toneladas de produtos, com o escopo de evitar o colapso do tratamento renal no país vizinho.

Da liderança política e da diplomacia sanitária

Em declarações públicas, o Ministro Alexandre Padilha conferiu à ação a natureza de política de Estado, afirmando, com a clareza que caracteriza os atos fundados na razão pública, que a saúde não se submete a fronteiras artificiais. Assentou Sua Excelência que o risco sanitário em país limítrofe projeta efeitos sobre toda a região, razão pela qual a solidariedade em saúde se impõe como dever humanitário e, simultaneamente, como instrumento de proteção coletiva.

O Ministro evocou, ainda, o precedente histórico da cooperação venezuelana para com o Brasil durante a crise pandêmica da Covid-19, quando mais de 135 mil metros cúbicos de oxigênio foram enviados à cidade de Manaus, em momento de extrema necessidade. Tal lembrança foi invocada como fundamento moral e político da decisão governamental, assentada nos princípios da reciprocidade, da memória institucional e da responsabilidade internacional.

Ressaltou-se, ademais, que a doação realizada não vulnera nem compromete o atendimento dos cerca de 170 mil brasileiros submetidos à hemodiálise pelo SUS, porquanto a operação foi concebida com rigor técnico, planejamento responsável e ampla coordenação interinstitucional.

Da vigilância permanente nas regiões de fronteira

Concomitantemente ao envio dos insumos, o Ministério da Saúde determinou a mobilização da Força Nacional do SUS para atuação no Estado de Roraima, região estratégica de fronteira com a Venezuela. Equipes técnicas especializadas procedem à avaliação da infraestrutura existente, da capacidade assistencial, da cobertura vacinal e da disponibilidade de insumos, com o apoio da Agência Brasileira de Apoio à Gestão do SUS e da rede de Saúde Indígena.

Tal frente de atuação integra o processo de reestruturação da Operação Acolhida, cuja condução foi integralmente assumida pelo Ministério da Saúde no ano de 2025. Desde então, com a implementação do Projeto Saúde nas Fronteiras, profissionais de caráter permanente atuam nos municípios de Pacaraima e Boa Vista, garantindo atendimento contínuo à população migrante e mitigando impactos sobre o sistema de saúde local. Até o mês de dezembro, foram aplicados aproximadamente R$ 900 mil na manutenção de equipes e no provimento de insumos.

Da afirmação de uma política de Estado

A operação ora descrita revela, com nitidez, a marca política, técnica e institucional da gestão de Alexandre Padilha: integração regional, defesa intransigente do SUS e afirmação do protagonismo brasileiro na diplomacia da saúde. Em contexto internacional marcado pela retração de compromissos humanitários, o Brasil reassume o lugar que lhe é próprio entre as nações responsáveis, demonstrando que a saúde pública também constitui instrumento legítimo de política externa — e que a preservação da vida humana, aquém ou além das fronteiras nacionais, é escolha que honra o Estado e engrandece a República.

DISTRITO FEDERAL
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Da Redação