InícioCâmara LegislativaCCJ aprova proibição de exposições com pornografia ou que atentem contra religiões

CCJ aprova proibição de exposições com pornografia ou que atentem contra religiões

Por Victor Cesar Borges (estagiário)

Em reunião remota nesta quinta-feira (6), a Comissão de Constituição e Justiça aprovou o PL nº 1958/18, de autoria do deputado Rafael Prudente (MDB), que proíbe exposições artísticas ou culturais que atentem contra símbolos religiosos ou apresentem conteúdo pornográfico nos espaços públicos do DF. A matéria caracteriza como pornografia textos, imagens, vídeos ou performances com atores nus que exponham o ato sexual.

A proposta também prevê que estabelecimentos, públicos e privados, que abriguem exposições devem, obrigatoriamente, indicar o teor das obras e a idade do público para qual se destinam. O descumprimento da medida implicaria em uma multa de R$ 5 mil, que pode dobrar em casos de reincidência.

Em sua justificativa, o relator do projeto, deputado Martins Machado (Republicanos), afirmou que esse tipo de arte deve ser diferenciado dos demais pela reação que pode despertar: “Apesar da garantia constitucional da liberdade de expressão, é fundamental diferenciarmos o que é uma expressão artística daquela em que o sexo explícito e as diversas formas de parafilia (pedofilia, zoofilia) são expostos, os quais se constituem em atos que atentam contra valores arraigados da sociedade brasileira, quando expostos abertamente”.

O relator acrescenta que “os excessos devem ser coibidos, pois causam constrangimentos aos cidadãos de diversas idades, crenças e costumes, afastando o bem-estar e a preservação de princípios”.

Em discussão, o deputado Prof. Reginaldo Veras (PDT) lembrou que esse debate ocorre há anos e que, ao aprovar a matéria, a comissão poderia praticar censura: “É difícil classificar o que é pornografia, essa opinião depende dos contextos sociológicos em que cada um está inserido e, além disso, o artigo 5º da Constituição já estabelece o limite entre liberdade de expressão e exageros, inclusive em relação ao vilipêndio de símbolos religiosos, que também é proibido pela Constituição por ferir a liberdade religiosa. Então, além de atuar como órgão censor, o projeto também não traz nenhuma inovação jurídica, porque dispõe sobre elementos que já estão previstos em Lei”, finalizou.

A matéria foi aprovada com três votos favoráveis e um voto contra. Na reunião, estavam presentes os deputados Daniel Donizet (PSDB), Martins Machado (Republicanos), Prof. Reginaldo Veras (PDT) e Reginaldo Sardinha (Avante).


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