Governo Federal anuncia ações para microempreendedores, estudantes e consumidores a poucos dias do segundo turno das eleições de 2026.
O presidente Lula (PT) intensificou o anúncio de medidas econômicas e sociais durante a reta final da campanha pela reeleição. Entre as iniciativas apresentadas pelo Governo Federal estão propostas de renegociação de dívidas para microempreendedores individuais, incentivos financeiros para pequenos negócios e a ampliação do programa Pé-de-Meia para estudantes universitários. Os anúncios ocorreram em meio à disputa presidencial contra Flávio Bolsonaro (PL).
Uma das principais iniciativas é o programa Prospera MEI, apresentado na terça-feira (13), que reúne medidas destinadas a reduzir o endividamento dos microempreendedores. O pacote prevê o envio de um projeto ao Congresso Nacional para perdoar aproximadamente R$ 12,6 bilhões em débitos tributários de cerca de 3,6 milhões de trabalhadores formalizados nessa categoria.
Na educação, Lula anunciou a proposta de ampliação do Pé-de-Meia para estudantes do ensino superior. A iniciativa prevê pagamentos mensais de R$ 700 durante dez meses do ano, além de um incentivo anual de R$ 2.500, conforme as condições anunciadas pelo governo. A medida busca estimular a permanência de estudantes de baixa renda nas universidades, mas sua implementação depende dos atos e recursos necessários.
O Governo Federal também apresentou medidas relacionadas ao custo dos combustíveis e ao fortalecimento de programas de transferência de renda. As iniciativas ampliam o debate sobre os impactos das políticas econômicas no orçamento público, especialmente porque algumas propostas dependem de aprovação legislativa ou de regulamentação antes de produzir efeitos concretos.
Os anúncios são realizados em um período de forte disputa pelo eleitorado. Enquanto aliados do presidente destacam os possíveis benefícios sociais e econômicos das medidas, a oposição questiona o momento escolhido para sua apresentação e cobra esclarecimentos sobre os custos. A discussão sobre responsabilidade fiscal e políticas sociais deve permanecer no centro da campanha até o segundo turno.


