Volume acumulado em apenas 14 dias superou o recorde registrado em 1983 e ampliou o risco de alagamentos, enxurradas e deslizamentos
A cidade de São Paulo registrou, em apenas 14 dias, o setembro mais chuvoso desde o início da série histórica analisada pelo Instituto Nacional de Meteorologia. O acumulado chegou a 253,8 milímetros no Mirante de Santana, superando o antigo recorde mensal.
A marca anterior havia sido registrada em setembro de 1983, quando a capital recebeu 243,1 milímetros de chuva. O volume contabilizado em 2026 representa aproximadamente três vezes a média esperada para todo o mês, estimada em 83,3 milímetros.
A situação também chamou atenção em outras regiões paulistas. Campinas acumulou 257,2 milímetros, o maior volume registrado desde 1961. A Baixada Santista chegou a 232,7 milímetros, enquanto Registro, São José dos Campos e Bauru também apresentaram índices elevados.
Com o solo encharcado, aumenta o risco de queda de árvores, deslizamentos, enxurradas e alagamentos. Moradores de áreas vulneráveis devem acompanhar os alertas da Defesa Civil e evitar atravessar ruas inundadas ou permanecer próximos a encostas durante tempestades.
O novo recorde expõe a necessidade de fortalecer políticas permanentes de drenagem, prevenção e adaptação das cidades aos eventos climáticos extremos. Mais do que responder às emergências, o desafio é preparar a infraestrutura urbana para chuvas cada vez mais intensas e concentradas.
